MUST HAVE BRASIL
MUDANÇA DO CLIMA

Para contribuir com o objetivo acordado internacionalmente de limitar o aumento global da temperatura a 2°C acima dos níveis pré-industriais, considerando-se o arcabouço regulatório existente e tendo em vista as características e necessidades nacionais[1], o Brasil deve trabalhar, prioritariamente, para:

  • Elevar a 50% a participação de energias renováveis na matriz energética nacional[2];
  • Reduzir significativamente as emissões relacionadas à agricultura e à pecuária[3];
  • Atingir o desmatamento líquido[4] igual a zero em todos os biomas do Brasil e aprimorar os sistemas de controle e de monitoramento;
  • Ampliar o volume de investimentos e o número de projetos voltados à economia de baixo carbono;
  • Identificar, propor e implementar estratégias de adaptação para aumentar a resiliência das cidades.
  • Diversificar a matriz de transportes de cargas e de passageiros e promover a mobilidade sustentável.
[1] Entende-se aqui também as necessidades relativas à educação, à conscientização e ao empoderamento da sociedade face à mudança do clima.
 
[2] Considerando-se a matriz energética de 2013, com uma participação de 41% de energia renovável (EPE, 2014).
 
[3] Em 2010, o setor Agropecuário brasileiro, que inclui fermentação entérica do gado, manejo de dejetos de animais, solos agrícolas, cultivo de arroz e queima de resíduos agrícolas, emitiu 437.226 Gg CO2e ou  35% das emissões totais no país. Desse total, a pecuária responde por 61,3% das emissões, sendo a participação da agricultura de 38,7% (BRASIL, 2013).
 
[4] Implica que para cada área em que o desmatamento for necessário e autorizado, deve haver replantio em outra área do mesmo bioma para compensar a perda ocorrida (para perdas de serviços ambientais e não só de carbono). Esse item também faz parte do Must Have de Uso da Terra, Mudança do Uso da Terra e Segurança Alimentar.