PRODUÇÃO E CONSUMO SUSTENTÁVEL – SUGESTÕES ESPECIALISTAS

Para contribuir com os objetivos do Must Have de Produção e Consumo Sustentável, as empresas instaladas no país, apoiadas pela sociedade e respaldadas pelo governo, devem trabalhar, até 2020, para:

1) Inovação disruptiva

1.1) Direcionar 25% dos investimentos atuais de P&D para novos processos abertos e participativos* de inovação, transformando a cultura organizacional e o desenho de produtos e serviços de impacto socioambiental positivo.

1.2) Criar e potencializar condições para que o ambiente organizacional propicie o surgimento de novos modelos e novos negócios, abrindo espaço para o novo e o desconhecido.

* processos que envolvam internamente todos os níveis da organização e, externamente, diferentes perfis, incluindo o de consumidores, processos circulares, que não seja top down e que seja desprovido de premissas anteriores que tolham o processo de inovação.

2) Economia circular

2.1) Criar e implementar estratégias dedicadas à introdução do paradigma econômico circular no design de produtos e processos produtivos, na gestão da cadeia de suprimentos e no desenvolvimento de modelos de negócios, adotando novas ferramentas e práticas inovadoras como:  inovação na cadeia de valor no ciclo completo, design for environment, pensamento do ciclo de vida (life cycle thiking); gestão pelo ciclo de vida (life cycle manegement), cradle to cradle, sistemas de produto-serviço, revalorização de materiais pós uso, remanufaturação, etc.

2.2) Elaborar estudos e implementar projetos piloto para adoção de iniciativas que promovam a criação de valor no ciclo completo dos produtos e materiais, adotando iniciativas por empresa nos cinco níveis de circulação de produtos: reparo, remanufatura, redução, reuso e reciclagem.

3) Experiência de consumo

3.1) Investir em processos de construção do conhecimento para que profissionais, em especial das áreas de pesquisa mercadológica, consumers insight, P&D e marketing, possam ter acesso a perspectivas inovadoras em comportamento de consumidor, advindos de áreas como antropologia, neurociência, economia comportamental, entre outros, além das atuais abordagens de estatística, pesquisa e processos racionais cognitivos.

3.2) Aumentar o investimento e o uso de ferramentas e abordagens capazes de criar novas experiências de consumo de produtos e serviços com impactos socioambientais positivos, tornando-os adequados, benéficos e desejáveis aos diferentes perfis de consumidores.